“Procurar ajuda, famoso ou não famoso, não é vergonha, é um motivo de orgulho”
Escrito por Redação em Maio 22, 2026
Nuno Markl partilha reflexão.
Esta sexta-feira, dia 22 de maio, Nuno Markl recorreu às redes sociais para partilhar uma reflexão.
“De maneiras que, mais uma vez, as questões de saúde mental foram achincalhadas na TV, há dias, por quem não topa um átomo sobre o assunto. Vivemos numa era em que o combo ignorância + falta de empatia está absolutamente normalizado e as coisas mais perigosas podem ser ditas com a leveza de quem comenta um look numa festa”, começou por escrever.
“Deixo aqui os meus 2 cents sobre o tema. Nos idos de 2018-2019 entrei num fosso escuro de tristeza e confusão. Sentia-me sozinho, vazio de esperança de conseguir conectar-me com seres humanos de outra forma que não através do meu trabalho (que ia de vento em popa, a propósito). Durante anos achei que expiar as minhas fragilidades e os meus demónios pessoais pela via da comédia, era suficiente. Sempre fui a personagem principal do humor que faço, o meu saco de pancada”, acrescentou.
“O que pode ser terapêutico, até deixar de ser. Ou, pelo menos, até bater contra um muro que diz “a partir daqui já não consegues fazer mais por ti”. Um dos problemas que identifiquei: eu já não sabia quem era o Markl-pessoa (…) Procurar ajuda, famoso ou não famoso, não é vergonha, é um motivo de orgulho. E é uma primeira necessidade. Mas em Portugal, seja no que toca a famosos ou não-famosos, continua a fazer-se muito pouco para falar da saúde mental sem o preconceito, normalizado por pessoas da TV que deveriam cingir-se a falar do que sabem – como coordenar meias com calças e sapatos, por exemplo, e está tudo bem – de que é uma coisa de gente fútil. O mesmo preconceito que faz com que haja quem ache que uma pessoa deprimida é só uma pessoa triste que precisa se se animar. Podem não acreditar, mas é dos preconceitos mais perigosos que existem”, referiu.
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