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Hospital de Cascais manteve bebé por suspeitar da mãe

Escrito por em Agosto 28, 2023

Bebé ficou retida no hospital por suspeitarem que a mãe consumia canábis.

Isabela Burgos, de 25 anos, e o marido, Markito Lana, ambos brasileiros, entraram na sala de partos do Hospital de Cascais na manhã do dia 10 de agosto.

Em declarações à Globo, o casal disse que o hospital alegou “suspeita” de que a mãe poderia ter consumido canábis antes do parto, chamou a polícia e ameaçou retirar a guarda da criança. 

Depois dos exames toxicológicos, concluíram que não houve consumo de substâncias. 

O casal sentiu-se desconfortável quando chegou ao hospital pois segundo um relato feito a um jornal brasileiro e citado pelo mesmo, uma médica comentou: “Ah, é um casal de brasileiros”.
O pai ignorou o comentário, visto que estava preocupado com um sangramento identificado ainda em casa.

A bebé nasceu às 10h40, e de acordo com o pai, as médicas responsáveis pelo parto foram carinhosas.

Mais tarde ocorreu outro incidente.

Pediram ao pai que se retirasse do quarto para realizarem um exame à parturiente, mas ele negou. 

Depois disso, a mesma enfermeira afirmou ter que teria de levar o bebé com ela, para fazer “alguns testes” e mais tarde, chegou a Guarda Nacional Republicana (GNR) para falar com o casal.

Os agentes conversaram com o pai enquanto a equipa pediátrica abordou a mãe, Isabela. Com acesso ao histórico médico, descobriram que ela era “usuária de canábis”, e que colocava a criança em risco de “morte súbita”.

O pai contou à Globo que “Nove meses atrás, no Hospital de Paredes, o médico perguntou se ela era usuária de algum tipo de substância e ela falou que usava canábis, mas que, desde que soube que estava grávida, não usou mais”.

A jovem e a bebé foram submetidas a um exame toxicológico para perceber se tinham a presença de substâncias no organismo. Antes do resultado, uma médica ameaçou a progenitora e segundo Markito, terá dito que, “em 20 minutos”, poderia entrar em contato com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e fazer com que ela perdesse a guarda da criança. 

Na sexta-feira, 11 de agosto, depois do resultado do exame dar negativo, a CPCJ foi acionada, e duas representantes foram ao hospital e estiveram com o casal. Recolheram assinaturas e sem saberem, assinaram consentimento de retenção da criança no hospital, até que as autoridades verificassem a casa da família e confirmassem que o ambiente era saudável para o bebé.

Autorizaram a mãe e filha a deixar o local na segunda-feira, à noite. O casal quer processar o hospital.


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