Governo admite problemas no Sistema Volta e promete mais fiscalização
Escrito por Redação em Setembro 2, 2026
A ministra do Ambiente reconhece dificuldades na implementação do Sistema Volta, nomeadamente com embalagens deixadas na via pública. Maria da Graça Carvalho garante que os problemas estão a ser analisados e defende mais fiscalização e um reforço dos pontos de recolha.
O Governo admite que a implementação do Sistema Volta tem causado alguns problemas em Portugal, sobretudo relacionados com a deposição de embalagens na rua e com a falta de pontos de recolha em algumas zonas.
Em declarações em Bruxelas, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, explicou que as situações identificadas estão a ser avaliadas e que algumas já foram solucionadas.
“Há ainda alguns problemas que foram identificados, alguns já se resolveram”, afirmou a governante, acrescentando que “tem de haver fiscalização”.
Entre os casos detetados estão situações em grandes eventos e festivais, mas também a procura de embalagens nos contentores do lixo por pessoas que tentam recuperar os 10 cêntimos associados ao depósito. O fenómeno tem provocado a abertura de caixotes e a dispersão de resíduos na via pública.
Para tentar minimizar estes problemas, estão a ser estudadas soluções como a instalação de recipientes próprios junto aos locais de deposição de resíduos. O Governo está também a reunir com representantes da hotelaria, restauração e setores semelhantes para encontrar formas de melhorar o funcionamento do sistema.
Maria da Graça Carvalho considera que o país atravessa ainda um “processo de transição” e defende uma maior participação dos municípios, sobretudo na escolha dos locais para instalação das máquinas e no acompanhamento do sistema.
A ministra destacou ainda a necessidade de aumentar o número de equipamentos de recolha, principalmente máquinas de maior dimensão, uma vez que a falta de locais para entregar as embalagens estará na origem de parte das dificuldades.
O Sistema Volta entrou em funcionamento em Portugal a 10 de abril de 2026 e aplica-se a embalagens de bebidas de utilização única, como garrafas de plástico e latas, até três litros. O consumidor paga um depósito de 10 cêntimos, que pode recuperar quando devolve a embalagem num ponto de recolha.
Apesar das dificuldades, o sistema já permitiu recuperar mais de 150 milhões de embalagens, segundo os últimos dados divulgados pela SDR Portugal, entidade responsável pela sua gestão.
“Estamos num processo de transição, esperamos resolver todos os problemas”, garantiu Maria da Graça Carvalho.
