Regresso às aulas leva 79% das famílias a cortar noutras despesas
Escrito por Redação em Agosto 26, 2026
On Fm – Torres Vedras | Região Oeste
O regresso às aulas representa uma despesa média de 579 euros por estudante, levando 79% das famílias a cortar noutras despesas, segundo um estudo do Observador Cetelem.
O regresso às aulas representa uma despesa média de 579 euros por estudante para as famílias portuguesas. Perante o peso destes custos, 79% dos encarregados de educação admitem reduzir outras despesas do orçamento familiar, segundo o mais recente estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem.
De acordo com o estudo, 43% dos encarregados de educação sentem dificuldades em financiar a educação dos filhos, enquanto 8% dizem ter muitas dificuldades ou necessitar de apoio.
As principais despesas estão relacionadas com o material escolar (53%), a alimentação (46%), o vestuário (39%) e as mensalidades e propinas (33%). Para conseguir suportar estes custos, 42% das famílias afirmam abdicar de férias e viagens, 39% reduzem as refeições fora de casa e 38% cortam nas atividades de lazer.
As famílias procuram também alternativas para gastar menos nas compras escolares. O material escolar recondicionado ou em segunda mão é opção para 59% dos inquiridos. Ao mesmo tempo, aumenta a procura por equipamentos tecnológicos, com 25% a admitir comprar computadores, 29% calculadoras e 21% tablets.
Apesar de 61% dos encarregados de educação afirmarem ter poupanças destinadas à educação, apenas 31% tencionam utilizá-las neste regresso às aulas. O crédito surge também como uma possibilidade para algumas famílias: 42% admitem ou ponderam utilizar o cartão de crédito nas compras escolares.
Para além das questões financeiras, o estudo mostra que o bullying e a violência no ambiente escolar estão entre as principais preocupações dos encarregados de educação. O bullying preocupa 53% dos inquiridos, enquanto 51% demonstram preocupação com o potencial de violência nas escolas.
A estabilidade do sistema educativo também gera preocupação. 42% dos encarregados de educação estão muito preocupados com o impacto das greves no ensino, enquanto 41% demonstram preocupação com a qualidade do ensino.
Quanto às expectativas para o novo ano letivo, 44% acreditam que será melhor e 46% esperam um ano semelhante ao anterior. Entre os 9% que têm uma perspetiva mais negativa, a menor qualidade do ensino e a falta de professores são apontadas como os principais motivos de preocupação.
Os dados mostram assim que, apesar do esforço das famílias para adaptar o orçamento às despesas escolares, as preocupações com a educação vão além da questão financeira e estendem-se também à qualidade e à estabilidade do ensino.
Fonte: Observador Cetelem
