“Hoje decidi partilhar com vocês um texto inspirado numa vida, que pode ser a minha, pode ser a tua pode ser a de qualquer um de nos!”
Escrito por Maria Francisca em Fevereiro 10, 2026
Marco Costa partilha “lado sensível” nas redes sociais.

Esta terça-feira, 10 de fevereiro, Marco Costa recorreu às redes sociais para fazer um desabafo com os seguidores.
“Os mais próximos sabem que gosto de escrever, para fora nunca mostrei este lado mais “sensível” onde tento passar sentimentos através de palavras! Hoje decidi partilhar com vocês um texto inspirado numa vida, que pode ser a minha, pode ser a tua pode ser a de qualquer um de nos! Espero que gostem“, começou por escrever.
O pasteleiro partilhou um texto de autoria própria, que conquistou vários elogios dos seguidores.
“Está fantástico 👏🤩 És mesmo uma inspiração de resiliência, amor á a todos os que te rodeiam e um guerreiro. Que todos os teus sonhos e propósitos se realizem“; “O amor é isto…. Puro, genuíno, leal e único”; “Tudo sobre o ❤️de 🙌 com a resiliência e a responsabilidade 👏👏👏 Marco !”; “Muitos parabéns! Muito obrigada por a partilha“; pode ler-se.
Lê aqui:
““Entre Silêncios e Promessas”
Acordo cedo, antes do sol falar,
com o peso dos dias já nos ombros.
Não é drama, é hábito:
ser forte virou rotina.
Trabalho como quem constrói abrigo,
tijolo a tijolo, sem aplauso.
Mato-me a trabalhar, dizem —
eu digo: é amor em forma de esforço.
Não trago flores todos os dias,
nem sei dizer “amo-te” sem tropeçar.
Mas sei preparar futuros,
pagar sonhos, segurar quedas.
Cuidar, para mim, é verbo sério.
É estar, mesmo cansado.
É ficar, mesmo em silêncio.
É amar sem espetáculo.
Tenho uma filha que me ensina ternura,
um filho que me ensina coragem.
Nos olhos deles vejo versões minhas
que ainda merecem esperança.
E é por eles que fico.
É por eles que hesito.
É por eles que aguento
quando o coração pede fuga.
A relação…
é um mapa rasgado.
Sei onde comecei,
não sei onde vou chegar.
Amo, mas estou perdido.
Fico, mas às vezes sangro.
Quero ser inteiro,
mas vivo repartido.
Tenho trinta e cinco anos,
uma casa mais ou menos em ordem,
um salário que paga a vida —
mas não compra paz.
Por fora, estabilidade.
Por dentro, perguntas.
Sou o homem que resolve tudo
menos a si próprio.
Carrego a família no peito
como medalha e ferida.
Orgulho e peso.
Força e cansaço.
Não sou fraco.
Só estou cansado.
Não sou frio.
Só aprendi a amar calado.
E mesmo perdido, sigo.
Mesmo em dúvida, fico.
Porque ser pai é prometer
não desistir primeiro.
E um dia, talvez,
quando os medos descansarem,
eu também me encontre
no meio deste caminho.
Até lá, trabalho, amo, cuido,
em silêncio.
Como sempre fiz”.
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