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“Chamam-lhes crimes passionais. Não são. Não é a paixão que traz isto; é o ódio”

Escrito por em Novembro 7, 2025

Pedro Chagas Freitas falou sobre a jovem morta pelo ex-namorado após terminar o relacionamento.

 

 

Esta semana, Jusett foi mortalmente esfaqueada pelo ex-namorado, em praça pública, depois de ter decidido terminar o relacionamento.

Nas redes sociais Pedro Chagas Freitas deixou um desabafo sobre o sucedido:

Este tipo de crime, este tipo de ódio, é abominável, nojento, asqueroso, cobarde, miserável, e é cometido todos os dias por pessoas de todas as raças, de todas as cores. Não vem de onde vimos; vem de quem somos. A normalização do ódio traz a normalização dos crimes de ódio“, começou por escrever Pedro.

“Chamam-lhes crimes passionais. Não são. Não é a paixão que traz isto; é o ódio. O ódio nada tem de apaixonante. É a anti-paixão: a anti-vida, o anti-amor. O amor não mata, não agride, não faz doer, não é para ser sofrido. O amor sofrido é uma invenção de quem não ama, uma construção que dá jeito aos desamados, aos odiosos. Odiar não tem nada de romântico. Romântico é cuidar, estar, proteger. Quando escrevemos ódio, quando nos atacamos em caixas de comentários, quando apontamos o dedo, quando insultamos, quando tornamos rotina a ofensa, a agressividade, estamos a alimentar o animal, o bicho feio feio que habita nas profundezas. O ódio ataca a humanidade. Disfarça-se de poder. É só fragilidade. A misoginia, a xenofobia, o machismo podre, o racismo, são o medo armado em bom, são a cobardia armada até aos dentes, são a maldade à procura de outros nomes. Jusett foi mais uma vítima desta espécie de latrina. Cabe-nos não desistir. Pegar na vassoura, varrer os cacos, continuar a lutar contra os cabrões todos. Em nome dos que foram, proteger os que ainda estão, os que ainda vão chegar. Temos de continuar a abraçar, temos de continuar a beijar, a acarinhar, a dar ternura, a todos os que amamos, a todos os que queremos bem. O ódio odeia a ternura. O amor, a alegria, a liberdade, a empatia, precisam, mais do que nunca, de nós todos. E nós todos precisamos, mais do que nunca, de coragem. Também isto há-de passar, dizia muitas vezes o meu avô, depois de ter percorrido uma vida inteira de sachola na mão. Espero que tenhas razão, avô. Espero que tenhas razão”, completou. .

 

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