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Filha de idoso que morreu no hospital de Loures avança para tribunal

Escrito por em Agosto 23, 2023

Idoso esteve à espera cinco horas para ser transferido para Santa Maria.

A filha do idoso, de 93 anos, que faleceu depois de várias horas à espera num corredor do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, decidiu avançar com uma ação em tribunal.

Ana Pereira, filha do idoso, revelou em declarações à SIC: “Vou andar com isto para a frente, porque não é o primeiro caso de pessoas que morrem à porta dos hospitais e dos centros de saúde. O que aconteceu com o meu pai, não quero que se volte a repetir com mais ninguém”, disse, lembrando que o pai esteve “cinco horas numa maca à espera de ser transferido para o Hospital de Santa Maria”.

Esta segunda-feira, 21 de agosto, um idoso deu entrada nas urgências do Hospital Beatriz Ângelo pelas 13h00, com uma fratura numa perna, depois de mais de cinco horas à espera no corredor do hospital, acabou por falecer.

O comandante dos Bombeiros de Camarate, Luís Martins, explicou que o doente teria de ser levado para Santa Maria, se prontificaram para fazer o transporte, mas não tiveram autorização e continuaram à espera.

Devido à “falta de macas no hospital” a avaliação clínica foi feita na maca dos bombeiros, foi detetada, com um raio-x, uma fratura do colo do fémur, e uma estabilização da perna com uma tração, acrescentou Luís Martins.

O Conselho de Administração do Hospital Beatriz Ângelo confirmou e lamentou a morte, para além disso abriu também um processo de inquérito. “Apesar de a avaliação preliminar não permitir estabelecer qualquer relação entre o tempo de permanência na urgência, a assistência prestada e o desfecho que veio a verificar-se, o Conselho de Administração determinou a abertura de um processo de inquérito com caráter de urgência para cabal apuramento dos factos”.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) averiguou as circunstâncias da morte, em conjunto com a Entidade Reguladora da Saúde (ERS): “Considerando que a IGAS decidiu abrir um processo de esclarecimento, para avaliar a necessidade de desenvolver outro tipo de ação inspetiva e que a Entidade Reguladora da Saúde, no quadro das suas competências, também se encontra a averiguar a situação, através de um processo de avaliação, estes dois organismos decidiram cooperar de modo a obter todos os esclarecimentos necessários de forma complementar”, afirmou a IGAS em comunicado, assumindo ter tomado conhecimento do caso através dos órgãos de comunicação social e assinalou o anúncio pelo conselho de administração daquela unidade hospitalar de “um processo de inquérito com caráter de urgência”.


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