‘Pipoca Mais Doce’ fala sobre submersível Titan
Escrito por Flavia Maia em Junho 23, 2023
“Só vejo gente indignada com a atenção mediática”.
Esta sexta-feira, dia 23 de junho, Ana Garcia Martins partilhou nas redes sociais uma reflexão sobre a atenção dada ao caso do submergível Titan em relação ao caso do naufrágio do navio onde seguiam 750 migrantes.
A influenciadora não compreendeu a mediatização do caso Titan nos meios de comunicação: “Estão a ver “O homem que mordeu o cão?”, a rubrica do Nuno Markl? Sabem porque é que existe? Porque fala de coisas que fogem ao comum e é uma das primeiras regras que se aprendem em jornalismo: notícia não é um cão morder um homem, é um homem morder um cão. Porque acontece pouco, porque surpreende, porque é inesperado”, explicou.
“Percebo e nem sequer estou aqui a defender, em termos humanos, o que é mais relevante, porque não faço essa distinção. Mas a primeira situação é um homem a morder um cão, a segunda, infelizmente, é um cão a morder um homem. Não tem a ver com que vidas valem mais, tem a ver com uma situação excepcional (no sentido de ser rara) com outra a que já assistimos tantas vezes que nos causou alguma habituação (com tudo o que de mau e triste isso acarreta)”, acrescentou.
‘Pipoca Mais Doce’ referiu o facto de gerar mais “curiosidade e choque a história de cinco ocidentais”: “(…) É uma grande merda que assim seja, que prestemos mais atenção a umas coisas do que a outras, que pareça que damos um destaque desmedido a um evento singular e que praticamente ignoremos uma situação recorrente? É. Mas é o homem a morder o cão. O que se calhar temos de começar a perceber é que há mordidelas de cão graves, que causam mais danos e que não podem ser desvalorizadas. Enquanto isso não acontece, é só o mundo a ser o mundo”, rematou.
A publicação de Ana Garcia Martins gerou polémica na caixa de comentários, com diversas críticas. “Senhora Pipoca , a vida de 5 pessoas famosas e bilionárias não valem mais do que a vida de 100 crianças”, escreveu um seguidor.
“Pipoca Mais Doce” respondeu: “Senhor José Dias, não sabe interpretar textos. Isso sim, é um flagelo”.
