
Hoje, em Vila Real, os agricultores de Trás-os-Montes reuniram-se e percorreram cerca de três quilómetros em tratores ou carrinhas. Em conjunto, realizou-se a marcha lenta desde a área do Regimento de Infantaria 13 (RI13) até a praça do município.
Esta marcha marcou o fim da manifestação convocada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Na praça do município, bloquearam as principais vias da cidade, a avenida 1.º de Maio e a Carvalho Araújo.
Pedro Santos, líder da CNA, enfatizou a necessidade de uma proibição concreta da venda abaixo do custo de produção em toda a cadeia agrícola. Ele ressaltou que os agricultores não determinam os preços que são fixados pela indústria ou pela grande distribuição.
Contudo, a manifestação reivindicou medidas como o cumprimento da lei dos baldios, uma PAC equitativa com subsídios apenas para os produtores, o respeito pelo estatuto da agricultura familiar e compensações por danos causados por animais selvagens, como javalis.
Por isso, outros pedidos incluem o acesso à terra, a devolução da Casa do Douro aos viticultores locais e a consolidação dos Ministérios da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
Assim, os agricultores, vindos de vários concelhos de Vila Real e do Douro Sul, começaram a dispersar por volta das 14:00 horas.
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